Para Andrey Lemos, coordenador do Programa Municipal de DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria, o diagnóstico e o tratamento da doença são simples, mas o principal desafio para controlar a sífilis está no esclarecimento da população, por isso a necessidade da campanha de alerta.
"A Sífilis é uma doença sexualmente transmissível, que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez, por isso as mulheres grávidas têm que realizar o acompanhamento pré-natal adequado e seguir o tratamento correto", explicar o coordenador.
DOENÇA
De acordo com a SMS, namaioria dos casos de Sífilis Congênita, ocorridas em 2011, as mulheres não faziam acompanhamento pré-natal e só souberam do diagnóstico no momento do parto. Para uma gestação bem acompanhada, a mulher deve realizar consultas regulares (no mínimo sete consultas) e sempre fazer exames.
A sífilis é uma doença que pode ser causa de abortamento, natimortalidade (nascido morto), prematuridade e baixo peso ao nascer. O recém-nascido de mãe com sífilis precisa ser submetido a vários exames e ficar internado por 10 dias ou mais para ser tratado.
Para confirmar se a paciente tem sífilis é preciso realizar um exame de sangue - VDRL(sigla de Venereal Disease Research Laboratory, Laboratório de Pesquisas de Doenças Venárias).
O tratameto é seguro, rápido e gratuito. É feito com penicilina. A gestante tem que fazer o tratamento completo e com orientação do profissional de saúde que realiza seu pré-natal. Para ter certeza sobre a cura a pessoa deve repetir o exame de sangue (VDRL) todos os meses da gestação.
É muito importante lembrar que o companheiro da gestante que tem sífilis também deverá fazer o tratamento, mesmo que não esteja sentindo nada. Isto garante a proteção do bebê contra a doença. A camisinha também deverá ser usada sempre.